*por Marilúcio Santos Marques

Desde a NOB SUAS (Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social), que o caráter descentralizado e permanente foi instituído na assistência, e com isto o fortalecimento das entidades de acompanhamento e controle tronam imprescindíveis para o êxito das ações a serem executadas no âmbito da assistência social.
Com esta nova visão a assistência torna-se uma ferramenta de emancipação do cidadão e para isto é preciso sua inserção nesse contexto de acompanhamento global, não mais como era antigamente, (política do assistencialismo) é preciso reconhecê-lo como sujeito de direitos, respeitando sua individualidade, sem se esquecer que todos somos seres sociais.
Para o alcance destes objetivos ao longo dos anos muitas ferramentas foram criadas e ampliadas, dentre elas citamos a nova visão do próprio Cadastro Único como porta de entrada á assistência social, a ampliação do programa Bolsa Família, o BPC, o CRAS, o CREAS, o PROJOVEM, que exige para suas execuções a presença de técnicos capacitados.
Os estudos, os diagnósticos são feitos pelos órgãos do poder Federal, porém com as informações repassadas pelos municípios, para em seguida os recursos serem destinados aos municípios para execução das ações, assim sendo será que conseguiremos a efetivação da emancipação do cidadão com uma gestão que tenha em sua essência a visão assistencialista, onde o foco é e sempre foi a do remédio e não o da prevenção? Só o futuro dirá, mas contudo é no mínimo contraditório!