Uma joia desprezada
Alta rotatividade administrativa demonstra como o prefeito está perdido na área da saúde – três diretores no hospital e quatro secretários – contando com um que só foi na campanha
Em qualquer administração pública olhando para seu maior capital, o povo, a área da saúde deveria ser a mais disputada, a mais sonhada pelos membros do grupo do poder. Em Livramento a Secretaria de saúde parece ser desprezada, igual aos leprosos da época em que Cristo passou por entre nós.
A área serviu para atrair um companheiro para a chapa da disputa eleitoral, em campanha os “cabeças de chapa” foram vendidos como especialistas em saúde. Já depois da vitória o vice, tido como administrador correto e lutador da área foi descartado, delineando o caminho a ser seguido pela administração.
Em dezesseis meses de administração três titulares já sentaram na cadeira principal da secretaria de saúde – os três ligados à família do prefeito. Muito se conversou que um deputado federal indicaria o secretário (por que será que ele não veio), um vereador foi sondado para a pasta e um conceituado odontólogo, formado em São Paulo, entre outros, também rejeitou a titularidade da saúde. O que há de errado? Estão praticando “bullyng” com a pasta?
Além de administrar pelo menos 15% do orçamento municipal a área da saúde é a que mais assina convênios com o governo federal. Teria tudo para projetar um bom administrador, como já o fez outrora com na administração Carlão Batista e em nível nacional, com José Serra, quando Ministro de Fernando Henrique, entre outros.
As promessas dos “especialistas em saúde” vão se perdendo com o tempo. UTI, Hospital em Iguatemi, médicos de todas especialidades, mais dezoito equipes de PSF’s são promessas que só são lembradas pelo povo livramentense, mas esquecida por seus gestores. O hospital que seria “a jóia da coroa” também não se firma e, capenga, já está no terceiro diretor, sendo que o atual nem plantão tem e raramente aparece no órgão, entregando a administração a pessoa não autorizada.
O Sistema de Saúde do Município está igual a barata tonta, com titulares sem autonomias e duplamente vinculado ao prefeito, tanto hierarquicamente administrativamente, como pelo laço familiar, demonstrando total subserviência aos caprichos do prefeito, que pouco aparece e se importa com os destinos da cidade.
Cantada como um a grande especialista a tia do prefeito abandonou o posta há mais de um mês, durante todo este tempo foi procurado alguém para assumir a titularidade, não encontrando alguém o prefeito optou, mais uma vez, pelos laços familiares e nomeou a cunhada, Enfermeira com pouco tempo de formatura e sem nenhuma experiência administrativa. Esperar torcendo, quem for de rezar, reze.


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