Diretor fala de hospital que população não vê
Diretor do Hospital fala que está tudo bem, população se revolta com declarações
O médico, Dr. Walter Luis Caires Bittencourt, CRM BA nº 11.756, nomeado como Diretor do Hospital de Livramento em 16 de janeiro teve uma entrevista veiculada nesta terça-feira, em uma rádio da cidade. Gravada um dia anterior, uma segunda-feira (único dia em que o médico está na cidade, mas não necessariamente no hospital) o entrevistado demonstra desconhecer a realidade do nosocômio, que maltrata o livramentense, sequer oferecendo o remédio para suas doenças.
Dr. Walter também presta serviços em hospitais de Vitória da Conquista, como legista, Paramirim, Macaúbas e, também na segunda-feira, é encontrado em uma clínica particular em Livramento. No Hospital Municipal ele recebe para ficar de “sobre aviso” às segundas, único dia em que se encontra em Livramento, e como Diretor (!).
Na entrevista ele teria dito ser o “seu” hospital um dos melhores do Brasil (chegando a dar nota “oito a nove”) em total afronta à opinião pública, que não se cansa de reclamar do estabelecimento. No hospital de Dr. Walter não falta lençóis, nem médicos e são realizadas muitas cirurgias, faltando “de vez em quando apenas um suco depois do almoço”. No hospital de Dr. Walter a máquina de lavar roupas quebra e demora só quinze dias para ser consertada, no hospital de Dr. Walter tudo anda bem – ele só esqueceu-se de dizer onde fica este hospital.
A realidade
A Secretaria de Saúde continua sem um titular, depois do abandono da Tia do prefeito, que foi para Salvador e não mais voltou.
As reclamações se avolumam de tal maneira que já estão se tornando corriqueiras e repetitivas: faltam remédios, médicos, material para curativos, atendentes que não sabem aplicar injeções… … …
Com a deterioração dos serviços as queixas se ampliaram para falta de lençol, comida, lanches e nos últimos dias uma cidadã postou fotos em uma rede social denunciando falta de cadeiras e mesas.
Para o Dr. Walter lençol demora meses para serem comprados – esquece ele que só a administração dele à frente ao hospital já se completou três meses, tempo suficiente para qualquer licitação. Além do mais em emergência poderia ser contratado – como o prefeito contratou uma empresa antes mesmo de tomar posse. Qualquer pessoa que queira ter lençóis personalizados não demora mais que algumas horas para adquiri-los.
Hoje (e há muito tempo) as roupas do hospital são lavadas em Paramirim. Segundo Dr. Walter demora muito para comprar peça de reposição para conserto – no mundo globalizado de hoje qualquer cidadão adquire e recebe qualquer peça em dois, três dias no máximo.
O lixo hospitalar é coletado junto com os outros resíduos da cidade, sendo conduzido ao mesmo lugar, podendo causar sérios danos à saúde dos livramentenses, pois (infelizmente) pessoas perambulam pelo lixão podendo ser contaminados e retransmitir essas doenças.
Diversas cirurgias são transferidas para Paramirim (!) e já houve ato cirúrgico suspenso na hora por falta de lençol no Centro Cirúrgico. Em outras pacientes são “orientados” a pagarem pela mesma naquela cidade para serem atendido com a devida urgência necessária – principalmente pelo paciente que quer se ver curado.
Fazendo o maior alarde de que o hospital não tinha gerador de energia o prefeito assumiu no início de 2013, mas até hoje, 16 meses depois, nada fez para colocar um novo para funcionar e conseguiu derrubar o conceito do órgão junto à população.
Tão surpreendente quanto as palavras do médico/diretor foi a reação inerte do locutor. Vangloriando de defender “meu povo de Livramento” nada falou e ainda corroborou com as inverdades ditas. Recebendo várias denuncias diariamente, sem pô-las no ar, o locutor simplesmente aquiesceu as palavras do médico, sem nada contestar.
Nas ruas da cidade o povo ficou atônito com as “revelações” e muitos querem saber: “Onde fica o Hospital de Dr. Walter?”.


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